Exploitation - ou cinema de exploração - é um gênero cinematográfico subversivo muito popular nas décadas de 60 e 70. Trata-se de filmes de baixo orçamento, estrelados e dirigidos por artistas não muito populares naquela época, que com o passar do tempo foram ganhando notoriedade até os dias de hoje.
É conhecido por seus atrativos conteúdos abusivos e sensacionalistas, tais como violência, nudez, sexo, efeitos toscos e exagerados, consumo de drogas, bizarrices extremas, enfim, uma infinidade de fenômenos sociais em foco nos noticiários. Alguns, entretanto, eram exercícios de picaretagem dos estúdios de baixo orçamento, que usavam elementos de filmes hollywoodianos que tiveram sucesso junto ao público.
Comumente, é concedido a esse gênero (e seus subgêneros) a característica de baixa qualidade e mau gosto. Contudo, isso não é algo inerente, tendo em vista que muitos filmes dessa "escola" serviram - e ainda servem - de inspiração para alguns cineastas atuais, tais como Tarantino, Robert Rodriguez e Rob Zombie. A intenção dos filmes exploitation era perverter aquela pretensão artística que buscava altos lucros no mercado cinematográfico, enquanto estampava nas telonas o desagrado do mundo pós-guerra e as revoluções culturais que houveram naquela época.
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| Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965), de Russ Meyer |
Filmes com essa característica apelativa só ganharam visibilidade nos anos 60 e 70 com a quebra de tabus e a liberação de costumes cinematográficos nos EUA e Europa, mas podiam ser vistos desde a década de 1930 em filmes como Child Bride (1938), que retrata o problema de homens de meia-idade casando-se com meninas muito mais jovens nos Montes Ozarks. Outros assuntos, tais como o uso de drogas, no filme Reefer Madness (1936), atraiu uma audiência que os estúdios cinematográficos de maior porte preferiram evitar, a fim de manter suas boas reputações. Sex Madness (1936) mostra os perigos de doenças venéreas obtidas através do sexo antes do casamento, entre outros temas.
Bom, acho que está legal essa introdução que eu fiz aí, com fontes no Wikipedia e no Grindhouse Database. Estou criando esse blog como fã do cinema exploitation, subgênero cinematográfico tão pouco conhecido em terras tupiniquins.

Bacana sua iniciativa de dar espaço ao Exploitation, afinal, se ele é tão pouco conhecido por aqui, é por pura falta de acesso mesmo. Eu sou da seguinte opinião: embora muita gente não admita, a maioria gosta de ver na tela esses elementos. Acho injusto que o gênero não tenha a visibilidade que mereça, ficando restrito à rodinhas fechadas de cinéfilos e talz. Fala sério: tem como não achar Faster, Pussycat! Kill! Kill! uma obra-prima?
ResponderExcluirSugestão: fala algo sobre o Nazi Exploitation!
;)
Parabéns, o blog tá ótimo!